segunda-feira, 27 de junho de 2011

Expiação


Pensei muito em como começar este texto. Não quero que se trate de um texto de desculpas. Muito menos um de pedir desculpas. O fato, enfim, é que a espada na ponta da pena, da língua, é muito mais afiada. É possível sublimar a si mesmo a ponto de ofuscar-se aos outros. Àqueles que importam mais.

Nada mais é a arrogância que um desmazelado grito de insuficiência, de ignobilidade. Nada mais é a rompância que um arroto de vulgaridade, de insignificância. E, por vezes demais, nos fazemos presunçosos de nós mesmos, de nossos poderes, de nossos saberes, de nossas penas. Há o intelecto e há a real possibilidade de usá-lo. Instâncias distintas. Um domina o outro? Duvido.

O que há em nós, os orgulhosos detentores da palavra, é pura soberba. E, para alguns, nada resta senão seu pecado original. E mergulhados neles permanecerão, quiçá, eternamente. Enquanto isso, seus rabiscos germinam ou morrem, doam-se ou vendem-se. Tanto faz. O que interessa a esses pecadores assoberbados é a exata medida do existir-se. Assim como astro no firmamento, intocável. Basta sua presença para dar luminância ao mundo. Pobres coitados, fadados ao esquecimento, pois que só eles mesmo se iluminam, se relembram, se leem, se esquecem.

Pensei pouco menos em como terminar este texto. Se bem me conheço, não precisarei explicar. Mas, que ninguém se engane. Este texto é exclusivamente sobre mim e minha indelével ignorância.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Rapsódia em Azul

Para Roberto Muniz Dias

– Gosto de Gershwin – disse ele, tentando encerrar a conversa.
– Ah, cold jazz. Você conhece Stan Getz e Chet Baker? Claro que conhece. A versão de Stella By Star, que os dois interpretam juntos, é a minha preferida.
Ele não conseguiu interromper a virada de cabeça e o olhar de espanto na direção da moça. Chet Baker? Ao fundo, algo parecido com um New Order fora de tom ajudava na bizarrice da situação. Ele sabia que sua expressão era uma mescla de dor e susto. Não podia evitar. Ela deu mais um gole em sua bebida, sem olhá-lo de frente. Súbito, ele sentiu necessidade de se desculpar.
– Gosto de Beatles... gosto de Rita Lee cantando Beatles – e depois de um segundo. – Conhece?
– Sim, tenho esse CD. Mas, voltando ao jazz, você conhece Wild Man Blues, o disco do Woody Allen? Aliás, meu escritor favorito.
– Cineasta – rebateu ele.
– Sim. Mas, você já leu Cuca Fundida? É fantástico, vários fragmentos de roteiros e contos. E combina perfeitamente com o jazz que ele faz. Um artista completo, na minha opinião.
Ele ficou com vergonha de admitir que não sabia que Woody Allen também publicara livros. Há quantos anos não tinha tempo de ler... No mesmo momento, o pianista ruim arrisca um As Time Goes By. E ele teve medo de que ela começasse a falar de Casablanca, o filme da vida dele. Mas a moça ficou quieta. Ainda não olhava para ele.
O que era aquela conversa, afinal? Sentara ali, no balcão do bar do hotel, apenas para passar o tempo. Viajara sozinho para a reunião do dia seguinte. Odiava ficar em hotéis. Se sentir solitário era o mais agradável das estadias... Foi quando ela sentou no banco alto ao lado do dele e cruzou as pernas. “Oi. Noite chata, não?”
Ele esboçara um sorrisinho simpático, ao mesmo tempo esnobe, levando o on the rocks aos lábios para não precisar responder. De viés, mirou a figura feminina de cima abaixo. Pernas roliças enfiadas em meias escuras fora de moda. Sapatos altíssimos, pouco alinhados com o micro vestido preto, tomara-que-caia, um ou dois números menor que o manequim ideal. Os peitos espremidos no decote reto, quase gritando para saltar da asfixia. O rosto redondo, típico de alguém que controla o peso a muito custo. O cabelo liso e reto, quase com uma placa dizendo “recém saído da química de salão”.
Ela começou a conversa indesejada falando do ambiente abarrotado e pedindo uma caipirinha de morango. Ele não emitira qualquer sílaba até ela falar de música e ele ter a péssima ideia de tentar se exibir, esbanjar sua cultura. Péssima ideia!
– Está aqui a trabalho? – ele quis saber sinceramente. Arrependeu-se da pergunta de imediato. Ela poderia interpretar mal.
– Quase a passeio – disse ela, alheia ao desconforto dele. – Vai haver uma feira de literatura na cidade. Você sabia? Pois é. Dois de meus autores vão autografar.
– Você é editora?
– Coordenadora de marketing. Sirvo de babá aos escritores, por assim dizer.
Ele quis saber sobre a linha editorial. Estava ficando curioso. Ela explicou em poucas frases quase cansadas. Romancistas, todos dramáticos, melodramáticos, ficção popular. Nada de muito útil ao cérebro, segundo ela.
– Deve ser um trabalho interessante.
Ela deu de ombros.
– E você? Trabalho ou passeio?
– Trabalho. Um cliente que tenho de atender – outra frase dúbia. Por que estava se preocupando com o que ela pensaria? Mesmo assim, arrematou – Sou engenheiro.
– Ah, um matemático.
Exclamação seguida de sorriso. Ele estava perdido.
– E qual seu instrumento?
Sim, definitivamente, ele estava perdido. Outra vez a cara de susto e dor. Ela explicou, quase uma caridade.
– Um colega de cátedra... sim, já fui professora... me disse uma vez que todo matemático é um músico nato. Que instrumento você toca?
Pela primeira vez na noite ele esboçou um sorriso sincero. Desceu os olhos até o copo quase vazio antes de responder.
– Já arrisquei um pouco de piano.
– Ah, por isso a música o está incomodando tanto. Também achei esse pianista péssimo.
O bar não estava mais tão cheio. Várias mesas vazias. Ele pensou em convidá-la a uma delas, mas ficou calado. Sem querer, seus olhos pousaram nos joelhos cruzados quase nus. Sentiu-se enrubescer. Isso não era bom. A pele clara demais ficava facilmente vermelha até a raiz dos cabelos curtos e louros.
Ela girou no banco e pediu outro drinque ao bartender. Impossível não reparar outra vez na moça enquanto ela mexia o canudinho dentre pedaços de morango e gelo. E ele teve de admitir que se enganara. Ela nada tinha de gorda ou roliça. A cintura fina, o quadril arredondado, os cabelos escuros soltos, cobrindo toda a extensão das costas retas. Uma pequena tatuagem de algum ideograma na escápula direita.
Ele desviou o olhar assim que ela voltou à posição original, de costas para o balcão. Agora, mais do que nunca, ele estava confuso. Quase atordoado. Nunca antes se sentira atraído por uma mulher. Não sabia mesmo como tinha acontecido. Talvez fosse por ela gostar de jazz, ou por ler cineastas, ou pela curva dos seios que agora ele não conseguia parar de olhar. Pensou em pedir outro uísque, mas teve medo do que poderia acontecer depois.
Remexeu-se, inquieto. Aquilo era um completo absurdo. Nem saberia o que fazer com uma mulher, caso ela estivesse em sua cama. Só o pensamento o fez estremecer. Mas aquela desconhecida o atraíra, esse era o fato. Reflexo de sua solidão, talvez. Há tempos não tinha um namorado fixo. E aquele hotel tão frio, tão impessoal. Já não lembrava da última vez que despertara nos braços de alguém. Aconchegado, protegido. Em que momento se tornara tão ermo?
– Acho que você está mesmo precisando de um abraço.
A frase da moça foi como um tapa. Estavam quietos há muitos minutos e agora ela lia seus pensamentos. Não podia ser o uísque, só bebera uma dose. Ele ergueu os olhos para descobrir que ela o fitava de frente. Os olhos negros nos dele pela primeira vez desde que chegara. Foi quando ele se deu conta que estivera ausente, numa postura derrotada, introspectiva. Com certeza, parecia triste aos olhos dela. Mesmo querendo desfazer aquela impressão, tão certeira, não soube o que dizer.
– Tem gente que nasceu pra ser abraçada – ela continuou, um tom maternal. – Algumas pessoas deveriam ganhar pelo menos um abraço por dia. Assim, funcionariam melhor. Não faz bem toda essa tristeza que você guarda aí no peito.
Se ela não parasse logo, ele sabia que ia chorar. Apertou os dentes. Ela entendeu. Prontamente, tirou o copo das mãos dele e deixou sobre o balcão. Saiu de seu acento e, sem maiores explicações, colou o corpo no dele, envolvendo-o num abraço tão gostoso, tão profundo. Ele não conseguiu reagir. Levou vários segundos para devolver o abraço, olhos fechados e o rosto escondido na curva do pescoço perfumado dela.
Quanto tempo durou aquele abraço silencioso, ele nunca saberia dizer. A mão dela num afago delicado em seus cabelos. Quando se afastaram, ele se sentia leve como se tivesse chorado por horas. Nem se importou com as reações de seu corpo pela proximidade dela. Excitação não era exatamente a palavra. Era mais como gratidão. Com um sorriso terno e um beijo no rosto, ela pendurou a bolsa no ombro e tentou ir embora. Ele a segurou pelo braço, um tanto bruscamente.
– Espere. Vamos tomar mais um drinque. Se você quiser, podemos ir ao meu quarto. Conversar sobre jazz ou cinema. Eu nem sei seu nome.
Ela sorriu, um pouco frustrada. Afastou o cabelo do rosto e o encarou.
– Desculpe. Acho que cometi um erro. Achei que você seria inofensivo. Não me leve a mal, eu não gosto de homens.
Ele assistiu, congelado, enquanto ela sumia do bar. Ficaram os dois sozinhos, ele e sua ereção. A sensação do carinho gratuito ainda a esquentar a alma. Ela estava certa, ele precisava de mais abraços.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Nós Dois

Não sei o que mais me dói. Se mirar teus olhos castanhos sempre sorridentes ou antecipar o aroma dessa tua pele canela. Não sei se o que me dói é tua ausência próxima, ou tua presença distante, constante, arredia. Só sei que me dói a espera. Dói-me esperar por ti.

Sei que não deveria ter-me deixado assim, tão dependente. Mas é que depois de tua risada – aquela risada largada, sonora, gostosa, carinho na orelha – do outro lado da linha, me peguei a fantasiar quando rias.

Tenho certos ciúmes de teus afetos, de teus fazeres, de teus estudos. Tenho certos ciúmes de teus sumiços, de teus chamegos, de tuas filosofias. Compreensível? Já não sei dizer. Só sei que tenho, esses ciúmes. Só sei que te sinto parte inata de mim. Pretensão? É possível! Pois que antecedentes me dás para que eu te queira para mim e mais ninguém?

Ciúme de amigo, quem sabe? Desculpa esfarrapada, confesso. Mais que amigo, mais que meu, eu mesma, nós dois. Há um tanto de mim que é tão teu que, por vezes, te esqueço como homem, como macho. Só te vejo – andrógino – minha metade morena.

Todavia, o que me dói de verdade é tua crítica, tua verdade ácida, tua opinião por vezes perversa de mim, do que sou. Temo que tu não me gostes tanto assim. Se não te agrada a minha letra, como irei eu agradar-te? E tenho medo de que não me precises como te preciso, que não me ames enfim, que não me queiras mais assim, alma-gêmea. 

Receio que enjoes de mim. Receio te perder, meu mimo, meu doce, meu anjo. Meu, só meu, nessa vastidão virtual. Minha paixão baiana, sabor dendê!

Espelho

Não fique triste. O tempo da tristeza já passou. Sob a neve estéril ainda há vida. Sob as lágrimas, sei que seus olhos ainda brilham. ‘Brilham pelo pranto’, você me dirá. E eu lhe lembrarei o quanto mais brilha o seu sorriso.

Não fique assim tão triste. A vida é mais do que sonho. Os sonhos são sonhados e só. Não os cultive, apenas aproveite enquanto não se desfazem ao amanhecer. E, pela manhã, é preciso ter a coragem de se olhar no espelho e entender que ainda há espaço pra realizar. Pra ser feliz! E você é valente, eu sei.

Tristeza não combina com você. Não dê ouvidos a esse desejar latejante. Viver é mais que meros desejos. Esses, eles vem e passam, saciados ou não, perdem-se entre lençóis sujos de hotéis escuros... Deseje reconciliar-se com aquele do espelho, aquele que fez você tão forte, tão único, tão humano. Consegue se lembrar de quem você é?

Não se deixe perder de saudade. É sorte do mundo ter você. Tenha saudade desse que você deixou aí trancado, esse que olha pra você no espelho – sempre o espelho –, querendo sair. Deixe-o sair, liberte-se!

Eu sei, é fácil falar. E toda essa ladainha é apenas pra dizer tudo que você já sabe. E eu espero que você saiba, que se lembre, que muitos “eu te amo” ainda virão. Alguns passarão despercebidos, outros nem tanto. Por hora, diga um sonoro “eu te amo” a esse aí do espelho. Se não soar tão verdadeiro, deixe que eu diga por você. 

Não sei se já contei, mas eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Três vezes, pra você não esquecer.

domingo, 19 de junho de 2011

Não Vou Mais Amar Você


Chega! Não vou mais amar você! Já basta desse querer à distância, e se não fosse a distância seria outra coisa, outra realidade. Tudo em nós nos afasta, apesar de tudo o que nos aproxima. Paradoxo fora de contexto, fora de tempo, de ato, de fato, de pele. Eixo quebrado de circunstâncias insolúveis.

Por tudo isso, deixo de amar você. Deixo agora, para nunca e para sempre. Já estou farta, já estou exausta, já estou tão velha pra essa brincadeira de gato e rato. Eu sou o rato? Ratoeiras à parte, devo admitir que é extenuante te amar assim. Cansa mesmo, acredite. Dia a dia, sem saber se você lembra de mim.

Essas e outras me fizeram decidir parar de amar você. Entenda, nada pessoal, tudo pessoal, tudo ao contrário. Se ao menos essa lástima, essa guerra, esse não interagir homem-mulher se extinguisse... Se ao menos, nessa dualidade, o homem fosse eu e você fosse... você. E fosse meu.

Então, vim apenas anunciar que estou, em definitivo, abdicando de amar você. Deixo meus tesouros à própria sorte, minhas letras devolvo ao vento e assino meu testamento abrindo mão desse amor. E o único beneficiário é você. Fique com tudo. Não quero meu coração de volta. Você o ganhou sem pedir e o merece, afinal. 

Sim, testamento. Pois, se não vou mais amar você, já não existo, já não insisto, já não me quero. Deixo de amar você porque te amo demais pra seguir sem te trazer no peito, aninhado, sólido, eterno. E repetirei essa mentira pelos dias que me restam. Até me convencer. Porque deixar de amar você, menino, é dolorido, é insano, é impossível.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Verdade (?)

Um sentimento pode ser tornar um fardo tão pesado que, quando nos despimos dele, sentimos falta da claustrofobia.

sábado, 11 de junho de 2011

Teoria do Amor Inequívoco

Eis que o momento propicia, pela véspera, uma rápida análise sobre o que se costuma chamar Amor. Primeiro, Aurélio de Holanda nos diz que amar é “querer muito bem a; sentir ternura ou paixão por; ter afeição, dedicação ou devoção a; prezar; gostar de; possuir; estar enamorado (...)”.

Mesmo na definição mais acadêmica, é comum encontrar essa emoção tão cantada pelos poetas, tão explorada pelos literatos, associada ao ato de sofrer, à lamúria, às lágrimas e à dor. É a isso que a tese do Amor Inequívoco repudia! Amar não é consternação, tampouco sofreguidão! Não deve ser! O que dói é o ciúme, a posse, a cobiça, o apego, o ver-se solitário, insatisfeito. Nada disso, entretanto, é amor.

Nem mesmo a paixão – sinônimo de martírio – é amor! Paixão é fogo que excita o corpo, é sexo, é química. Paixão é um doer-se autoinfligido tão profundo quanto inconsistente. Posto que paixão é passageira e volátil como o gosto do chocolate na língua.

Amor é mais! Amar alguém é o apuro dos sentidos, é o bem soberano, o adorar magnânimo. Amar é dedicar-se plenamente, é dispensar os ganhos, é não querer recompensa. A própria recompensa é a felicidade de amar, de sonhar acordado, de deleitar-se na alegria do outro. É querer bem, desprendido. É liberdade, é suavidade sem pressa, sem expectativa. Amar é preencher-se com o simples existir daquele ou daquela.

Amar é não demandar nada, não antecipar, não interferir. Amar é doar-se sem desgaste, é despejar-se em zelo, é compartilhar sem culpa, é se entregar sem esperança. Sim, Camões já disse tudo isso, e ele estava certíssimo! Pena é que quase ninguém o compreendeu, tanto antes como agora.

O sentir amor é encanto, é graça. E se amar é assim tão transcendental, imaginemos que absoluta delícia é ser amado! Saber que em algum lugar, alguém nutre por nós devoção verdadeira, que nos admira pelo que somos e não pelo que pretende que sejamos. Alguém que dedica a nós seus mais belos devaneios sem nos pedir sequer nossa proximidade. Alguém que se importa conosco a ponto de nos deixar ir e vir como bem quisermos.

Sendo assim tão afável, é impossível sofrer desse amor. A infelicidade e a angústia são, sim, maldição daquele que ama errado, que tende a transformar o outro em reflexo de si próprio, que tende a domesticar, atrelar, coagir, chantagear. Errado é aquele que faz do amor uma masmorra, um castigo, um exílio. Errado é aquele que inflama de ciúmes, que ignora as diferenças, que desrespeita a individualidade, a pureza do outro. Errado é o amor que tolhe, que necessita, que amedronta e que perturba. Isso não é amar, é pura “autopaixão”, narcisismo exasperado, pois que nada mais fará do que agrados ao próprio ego.

O verdadeiro amor, aquele incondicional, ao contrário, é altruísmo consciente, pura afeição. É não atrapalhar o caminho do outro, é não limitá-lo. Amor Inequívoco é amar sem matar a essência de quem amamos.

Pouco importa se o ser amado está ao alcance de um abraço ou do outro lado do mar. Se tem consciência de que é amado ou não. A mansidão do Amor Inequívoco desata nós, quebra grilhões. Nada é falso, nada é feio. É a compreensão da beleza do universo que cabe na singeleza de um sorriso.

E se, por acaso, sem mazelas, somos agraciados com a presença do outro, que nos regozijemos pela dádiva. Se, por gentileza dele, podemos chamá-lo, mais que amado, amante, que nossos sentidos não se entorpeçam e saibam dar-se sem apropriação, saibam fazer de cada instante uma única eternidade!

Este, enfim, é o sentido do Amor Inequívoco. Calmaria embalando a nau felicidade. Amor que se guarda, não trancafiado no peito, mas a brilhar nas bordas da alma. É o amor libertário que nos acompanha sempre. Quando amamos inequivocamente, jamais estamos sós, jamais estamos tristes. Quando amamos assim, somos completos!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sobre Leituras Sutis

Sei quando gosto de algo porque me pego sorrindo para o texto... e, normalmente, ele sorri de volta! É um dar e receber atrevido entre mim e o palavrório, por vezes florido, por vezes tosco, mas sempre intenso. Sei quando o texto me gosta quando o pego olhando para mim de soslaio, arremeçando chispas como se me pedisse "leia-me mais". Ando lendo textos que me querem mais, ultimamente!
(para Roberto, ele entenderá!)